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domingo, 18 de setembro de 2011
ESBOÇO DA HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DE CARAPICUÍBA
Posted by Alex Souza on 16:26
Carapicuíba era um distrito de Barueri e foi emancipada de Barueri em 26 de março de 1965. Seus primórdios que muitos autores datam de 12 de março de 1580 vem de muitos séculos antes do nascimento do venerando padre José de Anchieta, o suposto fundador da Aldeia de Carapicuíba – verdadeira célula mater desta terra – já os índios Guaianases caçavam, pescavam e plantavam nestas plagas. Sua longa trajetória pode ser contada em duas etapas: a História Antiga e a História Contemporânea.
OS PRIMEIROS PAIS DE CARAPICUÍBA
Posted by Alex Souza on 16:24
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Os primeiros tempos da história de Carapicuíba, assim como os de São Paulo e demais povoações quinhentistas são verdadeiramente nebulosos e quase nada de categórico deles se pode afirmar; por várias razões: Havia raros livros de registros, eram poucos os que sabiam escrever, quase ninguém se interessava em anotar fatos e acontecimentos. Além disso, os livros do cartório de São Vicente, havendo se perdido os primeiros volumes das Atas que começaram a ser lavradas a partir de 1561, foram destruídos no século 17 e o terremoto de Lisboa de 1º de novembro de 1755, no reinado de D. José I deu cabo de inúmeros arquivos oficiais e particulares ali guardados.
Na Cúria Metropolitana de São Paulo nada se encontra a respeito do século 16, pois a Paróquia é de 1591 e pertencia à prelazia do Rio de Janeiro sendo que os livros dessa época desapareceram.
Não obstante alinhavando-se os retalhos de informações existentes pôde-se reconstituir muita coisa.
Vasculhando-se alfarrábios deduz-se que o primeiro homem branco a travar contato com as terras de Carapicuíba foi Domingos Luiz Grou.
Alguns historiadores costumam chamá-lo de Domingos Luiz - o Velho - para distingui-lo de outros Domingos Luiz, especialmente seu filho. Talvez Grou seja apelido de Domingos Luiz.
Houve outro Domingos Luiz, o Carvoeiro, que em 1598 por 11 votos, num total de 34 votantes, foi eleito vereador na vaga de Afonso Sardinha.
Na verdade, muito antes da descoberta do Brasil índios já habitavam a região de Carapicuíba. Viviam em aldeias a que chamavam Tabas.
Quando Martin Afonso de Souza, em 1532 subiu ao planalto, Domingos Luiz Grou estava casado com a filha do cacique de Carapicuíba, a virgem Fulana Guacú. Seu nome perde-se para a história, mas alguns autores dizem ter sido batizada como Margarida Fernandes. Esta foi, pois, a primeira mãe veneranda, a avó suprema de todos os mamelucos de Carapicuíba. Depois vieram outros personagens: Antonio Preto, Afonso Sardinha, os Padres Jesuítas entre os quais avulta a figura lendária de José de Anchieta e muitos outros, alguns já nascidos no Brasil, outros chegados de fora.
Os Índios foram sendo espoliados, massacrados, escravizados pelos forasteiros que, não contentes em assim proceder, avançavam também nas terras a eles pertencentes.
Não se sabe ao certo quando Domingos Luiz Grou chegou ao Brasil. Sabe-se, contudo, que morou algum tempo em Santos e Pinheiros, naquele tempo chamado de Jeribatiba e depois de travar relações com os índios existentes contraiu casamento com a filha do cacique, a índia Margarida Fernandes, como já foi dito.
Em 1562 hospedou o capitão Jerônimo Leitão em sua casa de São Paulo antes da guerra contra os índios e em 1563, ante a iminência do ataque aos Tamoios que haviam se confederado, foi eleito capitão dos índios fieis aos portugueses. Tornando-se bandeirante, capturador de gentios, nesse mesmo ano chefiou uma sortida contra os Tapuias, nos arredores de São Paulo. Em 1570, fugiu da vila de Piratininga com toda a família, pois havia cometido o crime de morte e veio morar em Carapicuíba no meio dos aparentados da esposa, só voltando a São Paulo por interferência de José de Anchieta.
A esse respeito escreve Taunay:
Asselvajar-se tanto este homem – Domingos Luiz Grou, genro do cacique de Carapicuíba que vivia no meio dos índios como um índio. Voltando à Vila de Piratininga, em pouco tempo recuperou prestígio. Em 1575, membro do Conselho da Vila, verberou o ex-vereador Antonio Fernandes que, sem a menor cerimônia surrupiara as portas do muro que defendia Piratininga e as vendera por 250 réis a André Burgos... Já no ano de 1572; fora com o capitão Jerônimo Leitão combater os Tupinambás em Cabo Frio, mas acabou desertando.
Em 1580 parte das terras lindeiras com as suas foram devolvidas aos índios, que levados de Carapicuíba para São Paulo, dali fugiram e foram parar em Pinheiros, insistindo para que lhes restituíssem as terras, o que realmente foi feito pela carta de 12 de outubro de 1580.
Em 1581 foi eleito vereador em São Paulo e no ano seguinte exerceu o cargo de Procurador do Conselho, mas quase não comparecia às reuniões.
Em 1587, depois de longa ausência, regressou a São Paulo vindo do sertão do Tupinaés.
Em 1590, juntamente com Antônio de Macedo e Marcuia, organizou uma bandeira de 50 brancos a atacou o gentio de Mogi e aí sofreu grande revés sendo trucidado com grande parte de sua gente. Os que sobraram foram mortos aqui perto de Carapicuíba, na barra do Parnaíba. Há alguma dúvida a respeito de haver Domingos Luiz Grou morrido nesse massacre.Não se tem certeza se Domingos Luiz, o Grou é o mesmo Domingos Luiz, o Carvoeiro.
Domingos Luiz Grou foi tronco de grande família e deixou sete filhos conhecidos: Luiz Eanes, Antonio Luiz Grou, Mateus Grou, Domingos Luiz Grou, Hilária Luiz, Maria Luiz e Ana Luiz.
Tronco dos Carvoeiros escreve Taunay: foi Ana Camacho, mameluco, descendente de João Ramalho e mulher de Domingos Luiz, alcunhado o Carvoeiro e Cavaleiro de Cristo, fundador da Capela de N.S. da Luz.
De suas filhas procedem duas enormes famílias, Buenos e Camargos com milhares de descendentes espalhados pelo Sul e centro do Brasil.
Creio que nenhum país do mundo, a não ser o Brasil – graças à Carta de Pero Vaz de Caminha poderá apresentar uma Certidão de Nascimento.
Da mesma forma, creio que nenhum município do mundo, a não ser Carapicuíba, pode apresentar – graças à carta de dada de terras passadas por Jerônimo Leitão, em 12 de outubro de 1580 aos índios existentes na região – aquilo que poderíamos chamar de sua Certidão de Nascimento.
Em face desse documento surge a grande dúvida: quem é o responsável pela fundação de Carapicuíba? José de Anchieta ou Jerônimo Leitão?
Teriam eles combinado e agido juntos no mesmo dia em 12 de outubro de 1580? Antes dessa data ninguém vivia aqui? E os índios Guaianases? E Domingos Luiz Grou que se casou com a filha do cacique de Carapicuíba?
CERTIDÃO DE NASCIMENTO DE CARAPICUÍBA
Posted by Alex Souza on 16:14
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É o seguinte o texto da Carta DADA pela sesmaria das terras aos índios em Carapicuíba no dia 12 de outubro de 1580: Jerônimo Leitão capitão desta Capitania de São Vicente pelo Senhor Pedro Lopes de Souza, capitão governador dela por El-rei nosso senhor etc... Faço saber a todos os juízes e jesuítas oficiais e pessoas desta capitania que esta minha DADA de terra de sesmarias de hoje para todo o sempre viverem em como a mim enviaram a dizer os índios de Piratinim da aldeia de Pinheiros e da aldeia de Uraruy por sua petição que os índios do Pinheiros até agora lavraram nas terras dos padres por serem índios cristãos e as ditas terras se vão acabando eles descendo esperam por outros do sertão e havia mister quantidade de terras para se poderem sustentar e se não tiveram por já ser dada aos portugueses que lhes não sentem lavrar nelas eles suplicantes serem naturais das ditas terras que nasceram por não saberem as não pediram mais cedo e se agora as não derem ser-lhes-a forçado irem tão longe que não possa ser doutrinados o que não será serviço de Deus nem de El-rei nosso senhor nem proveito dos portugueses os quais defendem com ditos índios... Suas fazendas pelo que me pediram que antes que as ditas terras se acabassem de dar houvesse respeito serem eles naturais da mesma terra e lhes desse de sesmarias seis léguas de terra em quadra onde chama Carapicuíba ao longo do Rio de uma parte da outra começando onde acabarem as DADAS de Domingos Luiz e Antonio Preto e para os da aldeia de Ururay outras seis léguas em quadra começando onde acabam as terras que se deram a João Ramalho e Antonio Macedo que dizem que eram até onde chamam de Jaguaporeba e por serem muitos e cada vez mais pedia tanta terra no que receberiam mercê o que...mandei o tabelião que passasse...aos tais índios e vendo sua petição e as razões que nela alegam serem justas e outrossim a maior parte deles serem cristãos e terem suas igrejas estarem sempre prestes para ajudarem a defender a terra e a sustentá-la o que fazem assim em meu tempo como dos capitães passados pela informação de que disto tenho, e ser-lhe necessário terras e façam seus mantimentos para sua sustentação e visto como cada dia vem mais gentio para as ditas aldeias o que tudo é proveito e bem da república pelas quais razões em nome do Senhor Pedro Lopes de Souza e pelos poderes que dele para isso tenho dou aos suplicantes para os índios da Aldeia de Pinheiros ao longo do Rio Umbiacaba tanto de uma parte como da outra do Rio onde acabarem as derradeiras dadas que antes desta carta foram dadas aos brancos a qual terra assim dou para os moradores da dita aldeia do Pinheiros que agora são e pelo tempo em diante forem para nelas fazerem e lavrarem seus mantimentos com a condição de sesmaria e... Por que assim hei por bem dar-lhes as ditas seis léguas de terra conforme a ordenação de El-rei nosso senhor de hoje para todo o sempre para os ditos índios e serviço feito a ordenança e regimento do dito governador que para as dar tenho para que logo as metam de posse delas e as aproveitem com as ditas condições de sesmarias lhas hei por dadas como dito e com todas as suas entradas e saídas e aguadeiros... De todos os direitos somente dízimo a Deus a as poderão roçar e mandar roçar sem lhe nisso ser posto dúvida nem embargo algum porque assim o hei por bem esta será selada com o selo do dito Senhor governador e registrará no livro do Tombo da sua capitania cumpri assim e a façais dada sob meu sinal em esta Villa de São Vicente aos doze dias do mês de outubro de mil quinhentos e oitenta... Jerônimo Leitão pagou nada.
CARAPICUÍBA - HISTÓRIA E IDENTIDADE
Posted by Alex Souza on 16:02
Na região metropolitana da Grande São Paulo, à margem esquerda do Tietê, entre as rodovias Castelo Branco e Raposo Tavares, cortada pelos trilhos da CPTM e pelo asfalto da rodovia Marechal Rondon (a velha Estrada de Itu) que atravessa o centro da cidade situa-se Carapicuíba, rodeada pelos municípios de Barueri, Jandira, Cotia e Osasco.
Uma das doze aldeias indígenas estabelecidas pelos Jesuítas por volta de 1580, a quatro léguas de Piratininga. Carapicuíba conserva ainda intacto o primitivo sítio da fundação – o Largo da Aldeia – local onde, no mês de maio, todos os anos é realizada a popular Festa de Santa Cruz.
Com população estimada em 350 mil habitantes numa área de 35 km², o que representa a densidade de mais de 9.000 habitantes por km², transforma-se rapidamente em trepidante cidade da qual partem ônibus diretos para Pinheiros, Lapa e Rodoviária de São Paulo, bem como trens para a Estação Júlio Prestes, dela distante 23 km, cobertos em menos de 30 minutos de viagem.
Diversas agências bancárias, além da Caixa Econômica Federal, garantem o desenvolvimento econômico do Município, que conta com estabelecimentos industriais e comerciais. Entre os órgãos públicos, citam-se: Delegacia Seccional de Polícia, Delegacia de Ensino, Centro de Saúde, Fórum Distrital, Ginásio Esportivo, Coletoria Estadual, Pólo Industrial, Posto Fiscal Autônomo, Posto de Atendimento ao Trabalhador e Previdência Social. É sede da 1ª CIA e do 33º Batalhão de Polícia Militar e dispõe de hospitais, entidades sociais, filantrópicas e culturais. Rede de ensino com 56 escolas públicas de 1º e 2º graus, uma FATEC, uma ETEC e algumas escolas de nível superior. Essa rede atende população de mais de 90.000 mil estudantes. Conta também com várias creches municipais.
Ocupando destacado lugar entre as cidades mais populosas do Estado e contingente de 261.329 mil eleitores, Carapicuíba ressente-se de grave problema: a baixa renda municipal e a falta de indústrias.
Destacando-se nos últimos anos dos demais municípios do Estado por um desenvolvimento que lhe garante significativa posição nas arrecadações federais, estaduais e municipais, Carapicuíba deixa de ser apenas a cidade dormitório nas imediações da Capital e se transforma em verdadeira urbe, com vida própria.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Secretária de Educação discute Plano de Carreira com comissão de vereadores
Posted by Alex Souza on 03:01
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Prefeitura entrega projeto de lei do Plano Diretor Participativo à Câmara Municipal
Posted by Alex Souza on 03:00
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